História de Milheirós de Poiares
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- Génese do projeto
- 5.º Concurso CMP | Trabalhos Premiados
- 1.º Concurso CMP | Trabalhos Premiados
- 2.º Concurso CMP | Trabalhos Premiados
- 3.º Concurso CMP | Trabalhos Premiados
- 4.º Concurso CMP | Trabalhos Premiados
I Concurso Conhecer Milheirós de Poiares
REGULAMENTO
Artigo
1º
Entidade
promotora
Este concurso é promovido pela Associação Abraçar Milheirós de Poiares
no âmbito do projeto “Conhecer
Milheirós de Poiares” (http://conhecermilheirosdepoiares.blogspot.pt/).
Artigo
2º
Tema
O I
Concurso Conhecer Milheirós de Poiares tem como tema as personalidades e os
lugares da freguesia de Milheirós de Poiares.
Artigo
3º
Objetivos
do Concurso
a)
Promover o conhecimento sobre Milheirós de Poiares;
b) Desenvolver o gosto pela escrita e pela fotografia;
c) Valorizar a criatividade e a imaginação;
b) Desenvolver o gosto pela escrita e pela fotografia;
c) Valorizar a criatividade e a imaginação;
Artigo
4º
Destinatários
Este concurso destina-se a todos os
interessados, de acordo com o estabelecido no artigo seguinte.
Artigo
5º
Modalidades
Modalidade - escrita
1.
São admitidas a concurso as composições originais,
escritas em português, sob a forma de conto.
2.
O concurso integra quatro categorias
a)
Concorrentes que frequentam o I ciclo de
escolaridade
b) Concorrentes que frequentam o II ciclo de escolaridade
c) Concorrentes que frequentam o III ciclo de escolaridade;
d) Concorrentes com idade superior a 16 anos à data de entrega dos trabalhos.
b) Concorrentes que frequentam o II ciclo de escolaridade
c) Concorrentes que frequentam o III ciclo de escolaridade;
d) Concorrentes com idade superior a 16 anos à data de entrega dos trabalhos.
3.
Os concorrentes que se integrem nas categorias
a), b) e c) do número anterior poderão apresentar trabalhos individuais ou produzidos
em grupo.
4.
Os trabalhos não podem ultrapassar as 4 páginas
A4 e deverão ser apresentados em letra Arial,
tamanho 11, espaçamento 1,5.
5.
Os
trabalhos deverão ser entregues em sobrescrito fechado, em cujo exterior
figurará apenas o pseudónimo do concorrente.
6.
No
final do conto deverá constar o pseudónimo do(s) concorrente(s).
7.
Juntamente
com o conto, deverá ser entregue um sobrescrito fechado, contendo, no interior,
o nome, idade, profissão, morada, e-mail e número de telefone do(s) concorrente(s)
e, no exterior, a indicação do pseudónimo. Se for estudante do Ensino
Básico, deverá indicar o ano que frequenta.
Modalidade – fotografia
8. Os
concorrentes poderão participar com trabalhos originais a cores e/ou a preto e
branco.
9. O concurso integra quatro categorias:
a) Concorrentes que frequentam o I ciclo de escolaridade;
b) Concorrentes que frequentam o II ciclo de escolaridade;
c) Concorrentes que frequentam o III ciclo de escolaridade;
d) Concorrentes com idade superior a 16 anos à data de entrega dos trabalhos.
a) Concorrentes que frequentam o I ciclo de escolaridade;
b) Concorrentes que frequentam o II ciclo de escolaridade;
c) Concorrentes que frequentam o III ciclo de escolaridade;
d) Concorrentes com idade superior a 16 anos à data de entrega dos trabalhos.
10.
Os concorrentes que se integrem nas categorias
a), b) e c) do número anterior poderão apresentar trabalhos individuais ou produzidos
em grupo.
11.
Cada
participante pode apresentar a concurso 2 trabalhos no máximo.
12.
Os
trabalhos deverão ser apresentados, impressos em papel, com formato de 20x30 cm
ou 30x40 cm, podendo, no entanto, a mancha das imagens ser no formato que o
autor desejar. Não são aceites outros formatos de papel.
13.
Os
trabalhos deverão ser entregues em sobrescrito fechado, em cujo exterior figurará
apenas o pseudónimo do concorrente.
14.
No
verso de cada fotografia deverá constar em letra legível o pseudónimo do(s)
concorrente(s), o título e a indicação do local fotografado.
15.
Juntamente
com as fotografias, deverá ser entregue um sobrescrito fechado, contendo, no
interior, o nome, idade, profissão, morada, e-mail e número de telefone do(s)
concorrente(s) e, no exterior, a indicação do pseudónimo. Se for
estudante do Ensino Básico, deverá indicar o ano que frequenta.
Artigo
6º
Condições
de admissão dos trabalhos
1.
Os trabalhos a concurso deverão respeitar o
constante nos artigos 2º e 5º.
2.
Cada envelope deve corresponder a uma só
candidatura.
3. Os trabalhos poderão ser entregues em mão na Junta
de Freguesia de Milheirós de Poiares ou enviados por correio para Junta de
Freguesia de Milheirós de Poiares, rua da Igreja, 3700-739 Milheirós de
Poiares, até ao dia 28 de fevereiro de 2014.
Artigo
7º
Júri
1. O júri é composto por cinco elementos:
a)
Um representante da Junta de Freguesia;
b)
Um representante das escolas de Milheirós de
Poiares;
c)
Um elemento da comunidade;
d)
Dois representantes da Associação Abraçar
Milheirós de Poiares.
2. O júri avaliará e classificará os
trabalhos, considerando os seguintes critérios, para a modalidade conto:
a) Tema
b) Criatividade;
c) Correção;
d) Coerência e Coesão do
Texto;
e) Qualidade Literária;
E, para a modalidade fotografia:
f)
Tema;
g)
Beleza;
h)
Qualidade técnica.
3. A decisão do júri não é passível de recurso.
Artigo
8º
Divulgação
dos resultados
1. Os resultados
serão divulgados nos seguintes locais e endereços eletrónicos:
a)
Associação Abraçar Milheirós de Poiares - http://conhecermilheirosdepoiares.blogspot.pt/
b)
Junta de Freguesia de Milheirós de Poiares –
https://www.facebook.com/pages/Junta-de-Freguesia-de-Milheir%C3%B3s-de-Poiares/289665474395446
Artigo
9º
Classificação
e prémios
1. Os trabalhos são
classificados pelo júri de acordo com o constante nos artigos 5º, 6º e 7º.
2. Ao vencedor de
cada categoria e modalidade será atribuído um prémio. Ao segundo e terceiro
classificados será atribuída uma menção honrosa. Aos restantes participantes
será atribuído um certificado de participação.
3. Os prémios serão entregues no
aniversário da Associação Abraçar Milheirós de Poiares, integrando-se esta
atividade nas Comemorações dos 500 anos do topónimo “de Poiares”, no dia 26 de março de 2014.
Artigo
10º
Outras
disposições
1. A entidade
promotora reserva o direito de adiar ou anular o concurso em caso de número
insuficiente de trabalhos.
2. A
organização reserva-se o direito de expor, publicar ou reproduzir quaisquer dos
trabalhos, salvaguardando sempre a identificação do seu autor.
3. Os casos omissos
do presente regulamento serão resolvidos pelo júri e organização do concurso.
4. Os trabalhos não premiados poderão
ser levantados pelos respetivos autores, durante um período máximo de 60 dias
após a divulgação dos resultados.
5. Uma vez enviados os trabalhos,
considera-se que os concorrentes conhecem e aceitam as cláusulas do presente
regulamento.
Milheirós de Poiares, 3 de janeiro de
2014
Economia com pessoas
"Economia com pessoas" foi o mote para o segundo encontro organizado pela Associação Abraçar Milheirós de Poiares que contou com a presença do Professor Américo Mendes, docente da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto.
Começou este "Serão de Primavera" pelas 21.30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia, com troca de ideias descontraída entre o orador e a assistência, procurando enquadrar o título "Economia com pessoas". Na verdade, não deveria ser necessário sublinhar a ideia de que a economia serve as pessoas, porque, por natureza, terá de considerá-las. A economia são as pessoas e a relação entre as pessoas. "É de gente que nós estamos a falar", dizia. Contudo, parece que tudo estará reduzido a números, a frios números.
Para encontrar uma justificação para esta situação, procurou desenvolver o conceito de economia de mercado, destacando à partida a ideia de que nem todas as atividades são mercado. Por exemplo, quando oferecemos ou emprestamos um produto, fazemos circular um produto ou até um serviço, mas nesta situação não há mercado, isto é, não há troca de serviço ou produto por dinheiro.
O problema começa quando trocamos dinheiro por produtos ou serviços e tudo parece reduzir-se a números, ficando para segundo plano quem produz e em que condições o faz. No entanto, o mercado tem também as suas virtudes, pois, por exemplo, é capaz de aproximar ou incluir pessoas, mas logo o Professor destacou o reverso desta situação, dado que quem não tiver dinheiro, rendimentos, ou algo a dar em troca não é incluído neste sistema. Parece que, neste caso, como afirmou, "Só é gente quem tiver dinheiro ou recursos". A pobreza é, assim, uma realidade iniludível. E neste ponto referiu que, se não houvesse estado social, instituições de apoio nos países de mercado, a taxa de pobreza seria muito mais elevada. Em Portugal, por exemplo, poderia atingir mais de 40%.
Neste momento, o Professor Américo Mendes fez uma incursão pela história da economia de mercado e pelas suas principais características, destacando as potencialidades da facilidade de transporte e da internet que nas últimas décadas vieram desenvolver de forma acelerada o processo de globalização. Falou da crise financeira que começou em 2008 e das suas causas, das dívidas soberanas, hoje mais procuradas por investidores, da fácil deslocalização das empresas e da instabilidade do emprego que hoje se verifica.
De seguida, procurou enquadrar a situação atual de Portugal. E apontou e explicou várias causas como a quebra da indústria, a economia informal ou paralela, o envelhecimento da população, entre outras.
Em relação, por exemplo, à despesa social, lembrou que ela subiu muito nas últimas décadas mas que era bom não esquecer que antes de 1974 havia muito pouco, ao passo que noutros países da Europa os sistemas de proteção social foram desenvolvidos logo no pós-guerra.
Em relação a soluções, deu destaque a duas: se a economia paralela baixasse para metade do peso que assume neste momento em Portugal, isto é, para cerca de 10%, deixaríamos de ter défice, esta a primeira. A segunda passa por organizar instituições, como a Associação Abraçar Miheirós de Poiares, que se orientem pela democracia participativa numa atitude de vigilância crítica perante as instâncias políticas representativas. A comunicação social não bastará para cumprir este papel.
E lembrou ainda, a propósito e a terminar, que em Portugal há mais de 50.000 instituições de ação social (cooperativas, associações, mutualidades, etc) que produzem bens e serviços, representando cerca de 2,7% do PIB, constituindo-se, portanto, como um setor muito importante e como grande empregador, por vezes o único, sobretudo, nas regiões do interior do país.
Tertúlia, 500 anos do topónimo "de Poiares"
A Associação Abraçar Milheirós de Poiares deu início, no dia 4 de maio de 2013, a um ciclo de comunicações com interesse para os habitantes desta freguesia. A primeira, intitulada Tertúlia, 500 anos do topónimo "de Poiares", decorreu no Cineteatro S. Miguel e foi orador o professor Manuel Joaquim Conceição.
Entre os presentes destacaram-se Maria Albina Almeida, presidente da Associação Abraçar Milheirós de Poiares, Pe. Fernando Correia Gonçalves, pároco de Milheirós de Poiares, Adriano Martins e Augusto Santos, respetivamente, presidente da Assembleia e presidente da Junta de Freguesia de Milheirós de Poiares.
A apresentação centrou-se no Foral da Feira e Terra de Santa Maria de 1514. O professor Manuel Joaquim começou por afirmar que não se sabe se este foral terá sido o primeiro ou o segundo e que, se houve anteriores, estes terão desaparecido. O que é certo é que o foral de 1514 contém expressões que remetem para documentos anteriores. Nesse sentido, referiu as Inquirições Afonsinas de 1251. Informou também que existe um exemplar original pertença da Câmara da Feira, arquivado na biblioteca desta cidade.
No desenvolvimento do trabalho, procurou explorar a noção de foral, ou carta de foral, afirmando que desde D. Afonso Henriques se produziram destes documentos reais que designavam como concelhos determinados territórios, sendo seus habitantes munícipes. Esclareceu neste ponto que outras entidades, senhorios laicos ou religiosos, também podiam conceder cartas de foral. No entanto, nesta exposição interessavam, sobretudo, os forais reais que organizavam os concelhos e as freguesias, estabelecendo, por exemplo, a sua área geográfica e os direitos e deveres dos munícipes. Nestes territórios, exercia o poder em nome do rei o concelho de vizinhos. Em troca o rei concedia-lhes proteção militar. Os concelhos dividiam-se em freguesias e estas em lugares. Normalmente, cada freguesia crescia em torno de uma igreja e desta forma se justifica a etimologia de freguesia: "filii ecclesiae", filhos da igreja.
Depois de apresentar alguns dos factos que fizeram de D. Manuel I "O Venturoso", avançou para a análise do foral em questão, promulgado a 10 de fevereiro de 1514, tal como os das Terras de Ovar e de Cambra, que se divide em quatro partes: direitos da Vila da Feira; normas diversas; foros e pensões que pagavam; direitos de portagem.
Neste momento da sua apresentação, o professor Manuel Joaquim leu e traduziu os excertos do foral que a Milheirós de Poiares diziam respeito, nomeadamente, a Gaiate e a Dentazes. Identificou os vários munícipes e lugares aí referidos bem como os foros que eram obrigados a pagar pelas terras que ocupavam. De seguida, confrontou as informações do foral com outro documento mais recente, Tombo de 1706, o que lhe permitiu localizar de uma forma mais precisa os lugares referidos. Além disso, foi muito interessante verificar a evolução da designação de alguns lugares desta freguesia.
No final da exposição houve tempo ainda para troca de opiniões e perguntas ao orador que a todas respondeu com clareza e simplicidade.
No desenvolvimento do trabalho, procurou explorar a noção de foral, ou carta de foral, afirmando que desde D. Afonso Henriques se produziram destes documentos reais que designavam como concelhos determinados territórios, sendo seus habitantes munícipes. Esclareceu neste ponto que outras entidades, senhorios laicos ou religiosos, também podiam conceder cartas de foral. No entanto, nesta exposição interessavam, sobretudo, os forais reais que organizavam os concelhos e as freguesias, estabelecendo, por exemplo, a sua área geográfica e os direitos e deveres dos munícipes. Nestes territórios, exercia o poder em nome do rei o concelho de vizinhos. Em troca o rei concedia-lhes proteção militar. Os concelhos dividiam-se em freguesias e estas em lugares. Normalmente, cada freguesia crescia em torno de uma igreja e desta forma se justifica a etimologia de freguesia: "filii ecclesiae", filhos da igreja.
Depois de apresentar alguns dos factos que fizeram de D. Manuel I "O Venturoso", avançou para a análise do foral em questão, promulgado a 10 de fevereiro de 1514, tal como os das Terras de Ovar e de Cambra, que se divide em quatro partes: direitos da Vila da Feira; normas diversas; foros e pensões que pagavam; direitos de portagem.
Neste momento da sua apresentação, o professor Manuel Joaquim leu e traduziu os excertos do foral que a Milheirós de Poiares diziam respeito, nomeadamente, a Gaiate e a Dentazes. Identificou os vários munícipes e lugares aí referidos bem como os foros que eram obrigados a pagar pelas terras que ocupavam. De seguida, confrontou as informações do foral com outro documento mais recente, Tombo de 1706, o que lhe permitiu localizar de uma forma mais precisa os lugares referidos. Além disso, foi muito interessante verificar a evolução da designação de alguns lugares desta freguesia.
No final da exposição houve tempo ainda para troca de opiniões e perguntas ao orador que a todas respondeu com clareza e simplicidade.
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